A Vinicius de Moraes.
Com tijolos de carne viva
ergui sua arquitetura.
E de janelas surdas,
o som de sua ternura.
Tua pintura,
com pinéis de meu couro
acorridas de mau agouro.
As portas fiz das folhas que escrevi
em tua memória
e nas quais me ofereci.
Fiz sua entrada,
sua saída,
tua não-morada.
Fiz também o teu chão,
teu fundo, teu quintal,
tua iluminação.
E com os pés que te chutei,
reassentei a terra
dos mortos que amei.
E os talhos que lhe fiz,
as formas para quê.
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