Diz como não te sinto mais.
Mesmo quando te chamo
Em meio interno, externo, alterno.
Diz como é possível
Da infância crente, penitente
À adolescência inocente.
Em, um futuro, agora
presente; discrente
de ti.
Não posso te ver, te
deter, te ouvir.
E de ti, hoje, sinto
a falta; Do conforto
sedutor de seus braços,
em abraços loucos de compaixão,
amor, devassidão.
Tua distância é fruto de minh'alma
vadia; de corpo arredio
o qual não mais se arrepia
a chamar por ti.
À ciência de teus não-servos
encorporei; Fiz do passado
passo para o pensamento
discrente de teu alongamento.
Oh, criação, fonte;
será então imaginação,
subconsciente, programação?
Moral, erudição,
enganação como o monte?
Seria miragem maldita
mau-dita de teus servos
ou talvez sacrilégio encorporado
de tua sina que te faria
turvo, distorcido,
mas não cego?
Se me vês, oh
fonte; Aquieta esta alma,
arrebata este coração,
mostra que é causa,
e não fonte de efeito.
Mas se assim
da poesia fizer quietude,
não farei de ti parte de mim.
Rio Claro, 1 de abril de 2011.
Não tinha lido esse...
ResponderExcluirque choque gente!!!
esse foi talvez um dos mais acidos e um tanto quanto [anti]suplicante.
sinto a mesma coisa, não é nem a falta em si, mas a falta do que ter em acreditar.
é... ciencia.
como eu digo:
que deus existe isso não há duvidas.
temos é que saber se deus criou o homem
ou o homem criou deus.
Abraços, poeta!