Diz como não te sinto mais.
Mesmo quando te chamo
Em meio interno, externo, alterno.
Diz como é possível
Da infância crente, penitente
À adolescência inocente.
Em, um futuro, agora
presente; discrente
de ti.
Não posso te ver, te
deter, te ouvir.
E de ti, hoje, sinto
a falta; Do conforto
sedutor de seus braços,
em abraços loucos de compaixão,
amor, devassidão.
Tua distância é fruto de minh'alma
vadia; de corpo arredio
o qual não mais se arrepia
a chamar por ti.
À ciência de teus não-servos
encorporei; Fiz do passado
passo para o pensamento
discrente de teu alongamento.
Oh, criação, fonte;
será então imaginação,
subconsciente, programação?
Moral, erudição,
enganação como o monte?
Seria miragem maldita
mau-dita de teus servos
ou talvez sacrilégio encorporado
de tua sina que te faria
turvo, distorcido,
mas não cego?
Se me vês, oh
fonte; Aquieta esta alma,
arrebata este coração,
mostra que é causa,
e não fonte de efeito.
Mas se assim
da poesia fizer quietude,
não farei de ti parte de mim.
Rio Claro, 1 de abril de 2011.
Branquinha Cotidiana
Àquela que continua matando nossos guardas.
domingo, 3 de abril de 2011
Poesia de 1º de Abril.
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Demonstração Físico-Poética
Deveria ser alívio
não-peso, não gravidade
não massa;
Mas é sim,
torque; aceleração
nos batimentos; na massa
de meu corpo; do qual
é força; é história
é poesia, contradição.
não-peso, não gravidade
não massa;
Mas é sim,
torque; aceleração
nos batimentos; na massa
de meu corpo; do qual
é força; é história
é poesia, contradição.
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segunda-feira, 7 de março de 2011
Construção II
Com o cinza.
Algumas manchas brancas.
Outras azuis.
Mais ao centro
as manchas são retangulares
e multicoloridas
que de tão desbotadas
também são cinzas.
Mais de perto, as manchas têm pontinhos.
Na verdade buracos.
Também quadrados,
também vazios.
Mas tem alguém lá!
Mais pra baixo,
aí já é preto.
Negro de petróleo.
Com retângulos brancos que ninguém entende
o motivo de estarem ali,
sem ninguém.
Construção
A Vinicius de Moraes.
Com tijolos de carne viva
ergui sua arquitetura.
E de janelas surdas,
o som de sua ternura.
Tua pintura,
com pinéis de meu couro
acorridas de mau agouro.
As portas fiz das folhas que escrevi
em tua memória
e nas quais me ofereci.
Fiz sua entrada,
sua saída,
tua não-morada.
Fiz também o teu chão,
teu fundo, teu quintal,
tua iluminação.
E com os pés que te chutei,
reassentei a terra
dos mortos que amei.
E os talhos que lhe fiz,
as formas para quê.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Desapego
Não debocha de mim assim
Não faz assim assim
Não me mata assim
Que sou te amante.
Repete assim comigo
Me chama de novo amigo
Já que não posso ser namorado.
Debocha de mim assim
Faz assim assim
Me mata assim assim
Que sou teu errante
Teu cego dançante
Teu mau, sofredor.
Não faz assim assim
Não me mata assim
Que sou te amante.
Repete assim comigo
Me chama de novo amigo
Já que não posso ser namorado.
Debocha de mim assim
Faz assim assim
Me mata assim assim
Que sou teu errante
Teu cego dançante
Teu mau, sofredor.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Maldições a Mahler
A Charles Bukowski, que mesmo morto, provavelmente salvou minha vida.
Cidade cinza
Verdades galhos foscos
Curvados de seu peso,
na direção onde meus olhos apontam.
bad paulistana.
As sinfonias dos céus
agradeço a vida que é.
E não poderia deixar de ser.
Já que não há porquês.
Revoltado repousa
de headphones acústicos
em sua cama de suor
para que não seja seu leito
e que siga reto,
sem soar nas curvas.
[incompleto]
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Os Senhores II
Para o desgraçado que inventou os sonetos.
Aqui nada muda.
Os vasos são os mesmos
E as flores secam.
Para comprarmos outras, novas, vivas.
Aqui tudo irrita.
Tudo se quer saber,
Nada se sabe.
Aqui não tem portas.
Tudo é extraído,
explorado,
morto.
Saudosa solidão,
de MEUS porres
e MINHA vida.
Os Senhores : http://andreyarnauty.wordpress.com/2010/09/02/os-senhores/
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